Escritores discutem o interesse do jovem pela literatura

O livro “Mocoronguisses entre o chip e o cipó” foi um dos assuntos discutidos nesta terça-feira, 15, durante o Encontro Literário no 3º Salão do Livro. O Novo livro, de autoria de Francisco Edson de Oliveira, destaca os fatos que povoam a realidade Amazônica, o combate o bairrismo contra a produção artística local e busca despertar no leitor a preservação do meio ambiente. Francisco Edson é doutor em literatura comparada e membro da Academia de Letras e Artes de Santarém. Para o escritor é um orgulho ter certo reconhecimento por parte das pessoas pela produção literária dele. Edson afirma que hoje, felizmente, já se discute também essa produção na academia.

Esse, portanto, marca o início de um novo momento de valorização do trabalho literário dos escritores locais e regionais. Francisco Edson já publicou quatro livros de poesias e a nova obra já está pronta para ser impressa. Um dos livros do escritor foi publicado na França, intitulado “A emergência de um espaço cultural para a Amazônia”. Essa obra foi o resultado de uma pesquisa para a sua tese de doutorado, na Universidade de Sorbonne. Fazer lançamento de livros, para Francisco Edson, é um dos momentos que mais gosta de participar. “A poesia é sempre algo novo. São veias que surgem quando publicamos e divulgamos uma obra literária”, afirmou o escritor.

Outro escritor que participou do Encontro Literário desta terça-feira, 15, veio de Belém, autor do folclórico personagem “Jatigão”. Luís Peixoto define que a criatividade e a inspiração surgem de expressões simples, como o canto de um pássaro, a carreira de uma criança e até mesmo a visibilidade de uma flor.

Citou como exemplo que o nome de seu novo livro “O Bem – Te – Viajante” surgiu com o canto do pássaro quando esteve em visita ao Bosque Rodrigues Alves, em Belém. Para os dois escritores a importância do lançamento de um livro é despertar o interesse dos leitores pela literatura. No entanto, afirmou que apesar dos avanços e das conquistas de especo da literatura brasileira e paraense, percebe-se ainda hà uma grande rejeição por parte do jovem a leitura e, por conseguinte, pela literatura. Peixoto recordou que certo dia, quando estava participando de uma programação literária, uma criança o abordou e questionou: por que o senhor ainda não morreu? A intervenção da criança lhe causou tristeza, mas ao chegar em casa recebeu um envelope da diretora de uma escola o parabenizando pelo trabalho que estava desenvolvendo e finalizava desejando muitos anos de vida ao escritor. Esse fato contribuiu para recuperar a alto estima dele. Francisco Edson, por sua vez, concluiu afirmando que a poesia tem uma linguagem mágica que precisa ser entendida e valorizada.

Avaliou que hoje o jovem já começa despertar interesse pela poesia, mais ainda representa pouca para a importância que a literatura tem para a vida das pessoas.

Reportagem: Jacira Fernandes

Edição: Ednaldo Rodrigues

Fotografia: Heliane Medeiros

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